E LEMBRE-SE! ...

... não te esqueças de agradecer ao bom Deus pelo dom maravilhoso da vida! L.s.N.S.J.C.!

sábado, 7 de julho de 2012

UMA PEDRA mata Golias; o Terço afugenta o inimigo

NO INÍCIO das aparições, não acreditei. Dizia que não era preciso Nossa Senhora aparecer, pois já tínhamos a Eucaristia, a Bíblia, tínhamos a Igreja. Acreditava que os videntes estavam sendo manipulados pelo regime comunista de nosso país. Com exceção dos próprios pais, as outras pessoas acreditavam neles.

Depois da primeira aparição, jovens e crianças só falavam do acontecimento. O povo esperava a hora das aparições e todos subiam à Colina com os videntes.


Para mim, acreditar era tornar-me criança, pois os videntes eram crianças e adolescentes. Quando a gente cresce, passa a usar sempre o raciocínio e torna-se difícil ter coração de criança.


Já os pastores de Belém, quando ouviram os anjos anunciarem que Jesus havia nascido, não levantaram objeções. Simplesmente foram ver o que havia ocorrido.


O Bispo de Mostar quis saber o que eu pensava a respeito das aparições e eu disse-lhe que nada pensava. Dias depois, ele manifestou o desejo de ter um encontro comigo. Convidei-o a vir aqui, e ele veio. Antes de dirigir qualquer pergunta aos videntes, pediu-lhes que fizessem um juramento. Depois falou particularmente e com todos juntos. Eu esperava do lado de fora, nervoso. Quando o Bispo saiu, disse-me que os meninos falavam a verdade e que a nós caberia somente acreditar e fazer o que as mensagens pediam. Ele chegou a ficar irritado com meu ceticismo, porque eu queria razões e motivos para acreditar. Na Missa, ele falou ao povo sobre o fenômeno e pediu que acreditassem.


O Bispo continuou acreditando e eu fui preso. Isto mostra o comportamento do Bispo no início. Aqui vemos como a fé é um dom de Deus. Somos distribuidores dessa fé, e não construtores da mesma. Hoje eu acredito e o Bispo, não! O crer ou não depende da disponibilidade de cada um de nós.


Quando Nossa Senhora aparecia na Colina, todos iam lá. Depois, apareceu numa aldeia vizinha. Em seguida, Jackov disse-me que Ela apareceria na igreja. Perguntei aos videntes o que deveria dizer ao povo e eles responderam-me: "A nós não interessa se o povo sabe ou não onde Ela aparece; as pessoas até nos atrapalham, pois fazem muito barulho e são curiosas demais. Nós precisamos de silêncio para estar com Nossa Senhora."


Não era costume vir gente à igreja durante o dia; ficava vazia o dia todo, mas, depois das aparições, o povo começou a vir e a rezar. Quando as pessoas vinham da Colina, passvam na igreja para rezar e lá ficavam como uma plateia que espera a chegada dos atores, para dizer-lhes alguma coisa. Comecei então a pensar e decidi começar a rezar o Terço com eles. O povo superlotava não só a igreja mas também a praça em frente, muito atentos.


Pensei então dizer-lhes que não acreditava no que estava acontecendo e que não se esquecessem que o centro de nossa fé é Cristo. Porém o pequeno Jackov disse-me que tinha um recado para o povo. Coloquei-o sobre o altar, porque era pequeno e o microfone, fixo. Ele fisse que Nossa Senhora desejava que todos continuassem a rezar, como estavam fazendo.


O povo aplaudiu espontaneamente e rezou à noite toda! Quando rezavam, vi Nossa Senhora aparecer sobre todos e abençoar a multidão em oração. Naquele momento disse-lhes que Nossa Senhora realmente, que era verdade e que também eu acreditava.


A partir daí, o povo continuou a rezar na igreja e nas famílias, e queria que eu lhe transmitisse tudo o que Nossa Senhora dizia aos videntes.


Uma vez Nossa Senhora disse que Santanás estava presente aqui e fiquei preocupado com essa afirmação. Se Ela estava presente, como Satanás estava também? Ela lembrou-nos, porém, que para vencê-lo era necessário fazer muita penitência e muito jejum.


Fiquei surpreso com a resposta do povo ao apelo de jejum de uma forma inacreditável: todos jejuavam, católicos, ortodoxos, todos! Tinham o almoço preparado, mas não comiam. A atitude do povo foi como a de Moisés, que, quando ouviu a voz do Senhor, mudou completamente. As pessoas sentiram a força de Deus operando nelas, como Moisés sentira.


Uma das primeiras consequências do jejum foi o desejo que todos tirveram de se confessar. Pedi, então, ajuda a outros padres. Havia muitos padres para atender confissão e ainda tive de pedir ajuda aos conventos vizinhos. Senti, então, pela primeira vez, o que era uma conversão. O povo a experimentou de forma visível.


Nossa Senhora iniciou aqui uma escola. Para entarmos nessa escola não podemos estar impuros, precisamos de nos purificar, de nos penitenciar. Diante de Jesus Cristo não posso dizer: "Eu te amo, eu te quero bem", se não estou purificado.


Há muitas formas de purificação: abster-se do que mais gosta, não ver televisão, etc. Importante é ficar diante de Jesus no Sacrário, sem nada dizer, pois estarei diante de meu Deus!


Insiste-se muito aqui sobre a importância da oração com o coração, sobre o valor da Missa, Adoração, da Bíblia, do Rosário e do Jejum. Tudo isto é importante para nossa salvação.


Deus deu a Moisés a força necessária e um símbolo: o cajado. Com o cajado, Moisés fez jorrar água da rocha, fez o mar abrir-se. A Davi deu cinco pedras para derrubar Golias; Davi teve medo. Mas no momento do confronto com o gigante, não utilizou o raciocínio humano. Antes, pensava: "Eu não posso, mas o meu Deus pode e com Sua força vencerei!".


Também Jesus mandava seus discípulos fazerem todas as coisas em Seu nome. E em nome de Jesus eles faziam milagres, expulsavam demônios, e tinham força e poder. Em toda a história da Igreja nunca houve tantas conversões como agora, nestes anos, aqui em Medjugorje.


Hoje temos nossa arma, nosso "cajado", o Rosário. Maria Santíssima nos diz: "Rezem o Rosário". Através dessa oração, que não exclui as outras, podemos afastar até guerras e calamidades. Mas é preciso crer sem reservas. 


Assim como para Davi a Força de Deus se manifestou nas pedras, para nós manifesta-se por meio do Rosário. A pedra que matou Golias não foi nem a quarta nem a quinta, mas sim a primeira. Assim, metaforicamente falando, temos nas cinco pedras os cinco mistérios de cada Terço. Se rezarmos com fé, já no primeiro mistério afugentaremos o inimigo.


A atual crise da Igreja não tem origem na falta de livros e teorias; não nos faltam nem uma coisa nem outra. O que falta à Igreja é oração. Temos de empunhar o nosso cajado e sentir a força de Deus, colocar-nos de joelhos e rezar. Não é com greves, manifestações e outras coisas que nós resolveremos a situação, mas somente com a oração. Não há Golias invencível. Sempre poderemos vencê-lo, mas nessa luta pode substituir a poderosa arma que é a oração.


A Igreja sabe o que é rezar. Além de Jesus, o grande Mestre da oração, ela teve outros grandes mestres durante os séculos. A nossa geração, contudo, esqueceu-se disso e acha perda de tempo passar algumas horas por dia diante do Senhor.


Nossa Senhora pede em Medjugorje: REZEM, REZEM, REZEM!
Frei Jozo Zovko
(extraído de "Anunciando Medjugorje" nº 164)


Salve Maria!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

2 comentários:

  1. Olá meu amigo Antonio, passei para aprender mais um pouco sobre a nossa religião, amo ler os textos que vc publica!
    Que Nossa Senhora continue sempre nos protegendo!
    Um grande abraço e bom domingo!
    Gena

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  2. Obrigado, amiga, pelas palavras de elogio. Sim, que Nossa Senhora continue sempre nos protegendo.

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